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35 anos balançando os quadris!

Mais velho do que eu, mas ainda com jeito e cara de moleque, incompreendido por muitos dos seus “pseudo adeptos” que o resumem a um estilo musical, mal sabem eles que você é muito mais do que isso. É arte de rua antes de qualquer outra coisa, é Rap, Breaking, Graffiti e DJ, a união, a celebração de todos esses elementos. Ninguém canta, dança, toca ou pinta Hip-Hop, o Hip-Hop se vive, faço minhas as palavras de KRS One – “O Hip-Hop não é o Rap, Rap é uma coisa que você faz e Hip-Hop é uma coisa que você vive”.

São 35 anos e ainda ouço e leio em vários lugares “o grupo de Rap tal canta um Hip-Hop consciente”, o adjetivo ou o estilo muitas vezes muda para Hip-Hop Gospel, político, gangsta e por aí vai. O Hip-Hop não tem religião, opção política, classe social ou sexo, ele é apenas uma cultura com 4 manifestações artisticas básicas, mas as pessoas insistem em inserir suas idéias e pontos de vistas como se elas fossem mais um elemento da Cultura.

O radical, de extrema esquerda diz que usa o Hip-Hop para protestar, ele usa o Rap, mas diz que é o Hip-Hop, como pra ele só serve pra protesto acaba sendo radicalmente contra músicas de festa, aquelas feitas pra tocar na pista. Mas será que o radical sabe o significado de Hip-Hop (balançar o quadril)? A raíz dessa cultura é a festa, não tem como mudar isso depois que já foi plantado. O Hip-Hop foi criado e difundido por DJs, “seres superiores” que habitavam o sul do Bronx em Nova Iorque. Esses DJs faziam festas de quarteirão, entenderam bem? Festas! É isso que DJs fazem, festas para as pessoas dançarem e se divertirem e a partir disso surgiu o nome “Hip-Hop” ou balançar o quadril.

Esse termo foi utilizado por Afrika Bambaataa para definir a celebração de tantas manifestações artísticas juntas, no dia 12 de novembro de 1974, um ano depois de criada a Universal Zulu Nation a Cultura de Rua que mais cresce no mundo foi batizada com esse nome. Não sou contra o protesto dentro do Hip-Hop, desde que seja respeitada a essência e a raíz, Hip-Hop siginifca balançar o quadril e a sua raíz são as festas no gueto. Quem quer protestar que proteste, mas não venha me dizer que a festa, diversão e alegria não tem espaço no Hip-Hop.

Parabéns Hip-Hop, parabéns aos defensores e adeptos do Hip-Hop Original, que fizeram com que você chegasse até aqui inteiro. A semente plantada em 1974 continua dando bons frutos, seja aqui ou em qualquer parte do mundo. Essa mensagem de propesridade é para que fiquemos espertos e só aceitemos o Hip-Hop Original. Nas tags tem algumas das inúmeras referências para quem quiser se orientar.

O Gueto é a minha casa e eu não abro a porta da minha casa para qualquer um.

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