III Encontro Paulista de Hip-Hop
Aconteceu no último sábado o evento idealizado, organizado e promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo através da Assessoria de Hip-Hop. O evento vem amadurecendo a cada ano e cada ano acontece realmente um encontro das personalidades que representam o Hip-Hop em São Paulo.
Passei por lá o dia todo, das 11h às 21h, encontrei vários amigos do meio, trocamos idéias sobre temas atuais que envolvem o Hip-Hop em São Paulo e o principal desses temas foi a inserção de artistas, comunicadores, entre outros, sem representatividade nenhuma dentro do Hip-Hop, que andam falando demais por ai, ou melhor, pela internet, já que eles existem apenas nesse mundo virtual.
Mas vamos ao evento, que teve alguns debates, basquete e futebol de rua, work shop de DJ, apresentação do Clã Leste, show com Emicida, Max B.O e Rota de Colisão, work shop de Breaking com o Bispo (SB Crew) e o mais importante do dia, uma homenagem a algumas das personalidades que fizeram parte do início da Cultura Hip-Hop no Brasil, a construção do que temos hoje, que começou ali no metrô São Bento. Foi muito bom ver todos reunidos e batalhando com alguns dançarinos da nova geração, Mr. Fê e Bispo estão de parabéns pela homenagem, fico feliz e satisfeito pois a indicação para que eles participassem do evento foi minha.
Um encontro de Hip-Hop sem a presença deles, do Marcelinho, Alam Beat, Frankejara, DJ Ninja e tantos outros, não é um encontro de Hip-Hop. Eu sei que muitos desses nomes sequer são conhecidos pelos que dizem fazer parte do Hip-Hop em São Paulo, mas essa foi a melhor e mais importante parte do evento, apesar de ter sido muito rápida, por conta de problemas técnicos, pois o palco construído para os B.boys acabou não sendo usado e a homenagem teve que acontecer na tenda destinada aos debates.
Os Graffitis foram feitos ao vivo e também ficaram telas exposta no foyer da Sala Símon Bolívar. Foram expostas telas de diversos artistas sob a curadoria do pessoal do O.P.N.I. Também não posso deixar de citar duas outras felizes indicações que fiz para a programação, a participação do Enézimo como mediador de um dos debates e também do LF (Éli Éfi), voltando a São Paulo depois de mais de 2 anos desde sua última visita. A proveitando, amanhã tem a exibição do documentário da esposa do LF, “Estilo Hip-Hop”, na Galeria Olido, a partir das 19h30 e a entrada é gratuita, o documentário foi produzido por Loira Limbal (DJ Laylo) e Vee Bravo.
Bom, voltando ao papo com os amigos que encontrei, todos estavam querendo saber quem iria ao evento do próximo final de semana, onde haverá a apresentação do Mos Def, e foi inevitável evitar comentários sobre a programação, já que boa parte dela não faz juz ao que aconteceu em 2009… Mas ai é assunto pra um próximo post…
III Encontro Paulista de Hip-Hop
Desde 2007 a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, através da Assessoria de Hip-Hop, vem realizando no Memorial da América Latina, em São Paulo, o Encontro Paulista de Hip-Hop, esse ano com o tema “Uma Cultura Pela Vida”.
O evento chega a sua 3ª edição cada vez mais maduro e mostrando através de atividades artisticas, intelectuais e culturais o quanto a Cultura Hip-Hop em São Paulo é importante.
No dia 28 de novembro das 11h até às 21h o Memorial da América Latina vai respirar Hip-Hop, serão palestras, debates, workshops e shows de alguns dos artistas mais representativos do Hip-Hop Paulista.
Todos os elementos terão espaço, o Graffiti ficará sob a curadoria do OPNI, na dança os responsáveis serão nada mais nada menos que Bispo e Mr. Fê, que farão oficinas e ainda uma grande homenagem a São Bento com a presença de B.boys e Crews que fizeram história por lá (Back Spin, Nação Zulu, DF Zulu, Street Breakers, Alan Beat, Fantastic Force, Crazy Crew, Jabaquara Breakers e muitos outros). Além disso, Bispo fará uma oficina para as crianças.
As mulheres farão um bate-papo sobre as conquistas e vitórias das mulheres na sociedade, com Priscila Fênix, Nina Brown e Anarquia (RJ). Haverá também um outro bate-papo com o tema “Direito a ter direitos” com a participação de Eli Efi (ex-DMN), o jornalista Caco Barcellos, a escritora Conceição Evaristo e o MC e advogado Tiago Barbosa.
Em um outro bate-papo sobre sexualidade teremos Nega Gizza, Dra. Albertina Duarte (Secretaria Estadual de Saúde), Dra. Berenice Kikuchi (Presidente da Associação de Anemia Falciforme de São Paulo) e Jaqueline Lima (cientista social).
Como em 2008 haverá também a presença dos Car Clubs e Bike Clubs com suas Low Bikes e seus Low Riders, estarão por lá: Otra Vida, Guadalupe, Vida Real, Clã Munhão e Nem Mafia.
Os DJs estarão presentes em um workshop ministrado pelo DJ Pogo (Inglaterra) e também na finalização do evento com o Clã Leste DJs no palco principal. Ainda nesse mesmo palco teremos os shows de Max B.O, Rota de Colisão e Emicida.
III Encontro Paulista de Hip-Hop
Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
ao lado da estação do Metrô Barra Funda.
28/11/2009 das 11h às 21h
Entrada gratuita
35 anos balançando os quadris!
Mais velho do que eu, mas ainda com jeito e cara de moleque, incompreendido por muitos dos seus “pseudo adeptos” que o resumem a um estilo musical, mal sabem eles que você é muito mais do que isso. É arte de rua antes de qualquer outra coisa, é Rap, Breaking, Graffiti e DJ, a união, a celebração de todos esses elementos. Ninguém canta, dança, toca ou pinta Hip-Hop, o Hip-Hop se vive, faço minhas as palavras de KRS One – “O Hip-Hop não é o Rap, Rap é uma coisa que você faz e Hip-Hop é uma coisa que você vive”.
São 35 anos e ainda ouço e leio em vários lugares “o grupo de Rap tal canta um Hip-Hop consciente”, o adjetivo ou o estilo muitas vezes muda para Hip-Hop Gospel, político, gangsta e por aí vai. O Hip-Hop não tem religião, opção política, classe social ou sexo, ele é apenas uma cultura com 4 manifestações artisticas básicas, mas as pessoas insistem em inserir suas idéias e pontos de vistas como se elas fossem mais um elemento da Cultura.
O radical, de extrema esquerda diz que usa o Hip-Hop para protestar, ele usa o Rap, mas diz que é o Hip-Hop, como pra ele só serve pra protesto acaba sendo radicalmente contra músicas de festa, aquelas feitas pra tocar na pista. Mas será que o radical sabe o significado de Hip-Hop (balançar o quadril)? A raíz dessa cultura é a festa, não tem como mudar isso depois que já foi plantado. O Hip-Hop foi criado e difundido por DJs, “seres superiores” que habitavam o sul do Bronx em Nova Iorque. Esses DJs faziam festas de quarteirão, entenderam bem? Festas! É isso que DJs fazem, festas para as pessoas dançarem e se divertirem e a partir disso surgiu o nome “Hip-Hop” ou balançar o quadril.
Esse termo foi utilizado por Afrika Bambaataa para definir a celebração de tantas manifestações artísticas juntas, no dia 12 de novembro de 1974, um ano depois de criada a Universal Zulu Nation a Cultura de Rua que mais cresce no mundo foi batizada com esse nome. Não sou contra o protesto dentro do Hip-Hop, desde que seja respeitada a essência e a raíz, Hip-Hop siginifca balançar o quadril e a sua raíz são as festas no gueto. Quem quer protestar que proteste, mas não venha me dizer que a festa, diversão e alegria não tem espaço no Hip-Hop.
Parabéns Hip-Hop, parabéns aos defensores e adeptos do Hip-Hop Original, que fizeram com que você chegasse até aqui inteiro. A semente plantada em 1974 continua dando bons frutos, seja aqui ou em qualquer parte do mundo. Essa mensagem de propesridade é para que fiquemos espertos e só aceitemos o Hip-Hop Original. Nas tags tem algumas das inúmeras referências para quem quiser se orientar.
O Gueto é a minha casa e eu não abro a porta da minha casa para qualquer um.
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Resultado do 1º Skate Solo

Campeões do Street Solo (Foto, Márcio Bittencourt)
Aconteceu ontem a 1ª Edição do S.K.A.T.E SoloStreetBallHipHopFest na Cidade Patriarca, zona leste de São Paulo. Desde às 8h30 a movimentação foi grande no CDC Patriarca (Clube da Comunidade), local do evento. O Basquete começou cedo e quando era pouco mais de meio-dia já tivemos a definição dos campeões e o vice-campeão.Foram inscritos 6 times e o grande campeão foi o pessoal do DCI, lá do Parque Arariba (zona sul).
Após o basquete teve início a competição de Skate Solo com 32 competidores do skate amador. O nível estava muito alto e a maioria das batalhas foram muito disputadas. Edmilson “Pirulito”, skatista profissional da região foi o juíz, não teve tanto trabalho devido ao alto nível técnico dos skatistas.
O evento foi um sucesso, eu mesmo fiquei no som durante dia todo, a chuva deu uma trégua, vários profissionais compareceram, entre eles, Fábio Sleiman, Fábio Castilho e Marcelo Formiguinha. A apresentação e narração foi de Marcus Vinicius (MVS).
Mais de 500 pessoas passaram por lá durante todo o dia, a quadra do CDC foi dividida ao meio para que pudesse ser praticado basquete e skate durante o decorrer do evento. Os profissionais presentes fizeram uma session junto com alguns convidados e no final de tudo, ao invés da “Best Trick” no caixote (melhor manobra), aconteceu uma “Best Line” (melhor linha) no caixote, no corrimão e manobras de solo.
O evento ainda contou com um “lounge”, onde ficava o bar, e lá rolou uma discotecagem com DJs convidados e também uma exposição de shapes customizados pelo artista Thiago Reis, que também foi responsável pela customização dos troféus. O encerramento do campeonato contou com a apresentação do MC H. Neto (2ª Via) junto com Jamés Ventura, cantaram músicas próprias e fizeram muito freestyle.
Foram premiados com brindes dos patrocinadores os dois finalistas do Street Ball, os 3 primeiros colocados do skate e os 3 primeiros na melhor linha.
Os campeões foram:
Skate Solo
1º Lugar – Pato
2º Lugar – Rodrigo Jabá
3º Lugar – Dinho
4º Lugar – Microfone
Melhor Linha
1º Lugar – Vinicius dos Santos
2º Lugar – Vando Domingos (Dão)
3º Lugar – Éverton Canuto

Campeões Melhor Linha (Foto, Márcio Bittencourt)
Participantes
Rafael Tateyama
Sérgio Duarte
Júlio César
Renan Espinha
Murilo S. Rodrigues
Pato
Vinicius Dino
Thiago Penézio
Thiago Ferreira
William Damasceno
Caio da Costa
Marco Antônio
Anderson Pato
Rodrigo Francis
Bruno Filgueiras
Renato Silva
Ricardo Santos (Ricardinho)
Vinicius Lima
Leonardo “Gringo”
Fábio Meireles
Aurélio de Moraes
Ricardo Heidi (Dinho)
Rodrigo “Japa”
Vinicius Nogueira
Lucas Gabriel
Jorge Henrique
Microfone
Walney Veiga
Éverton Canuto
Bruno Zóio
Nicolau
Pedro Yumoto
1º Campeonato de Street Skate da Patriarca

No dia 08/11 vai rolar na Cidade Patriarca, zona leste de São Paulo, o 1º SkateSoloStreetBallHipHopFest. O local do evento será o CDC Patriarca (antigo CDM), a sigla significa Clube da Comunidade. Esse campeonato é apenas uma das muitas atividades que acontecem nesse espaço público.
O evento vai começar às 8h da manhã e vai até às 20h da noite, além do campeonato haverá basquete, exposição de telas e shapes grafitados pelos tatuadores do Studio Stone Age Tattoo, apresentação de capoeira com grupos da comunidade, pocket show com Neto (2ª Via), presença de atletas profissionais de hoje e os da antiga.
O som vai ficar por minha conta e alguns convidados que vão passar por lá durante o dia, na parte de dentro, onde tem o bar, faremos um lounge onde também estará rolando um som com DJs.
Mas o foco principal é o campeonato de skate, que vai ser nos moldes do Game of Skate, com duelos mano a mano, o skatista que errar as manobras ganha uma letra da palavra S.K.A.T.E a cada erro, quem completar a palavra primeiro será eliminado e assim vai até que fique apenas um “sobrevivente”.
Os melhores colocados no campeonato irão participar da “Best Trick” (melhor manobra) no caixote, nessa disputa teremos algumas surpresas que serão reveladas no dia do evento.
No campeonato serão premiados os três primeiros colocados e na Best Trick apenas um atleta será premiado. Os prêmios serão kits de roupas e acessórios fornecidos pelas marcas que estão apoiando o evento.
As inscrições serão limitadas e aceitas até às 12h do dia do evento, os interessados podem fazer uma pré-inscrição por email (skatesolo@revistaelementos.com.br) ou podem fazer a inscrição e o pagamento pela Loja Virutal Central H2.
Para mais detalhes CLIQUE AQUI


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